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A Maternidade Sempre Foi Uma Aposta: Carta aberta da AMIG para as mães do iGaming

A Maternidade Sempre Foi Uma Aposta: Carta aberta da AMIG para as mães do iGaming

Tempo de leitura: 10 minutos

Tem uma coisa que nenhuma mãe esquece…

 

Não é o presente. Não é o almoço. Não é nem a foto que vai parar no Instagram com uma legenda que levou meia hora para escrever.

 

É aquele momento pequeno, quase banal, que acontece do nada — no meio de uma semana comum, sem aviso. A criança que sobe no colo sem pedir. O filho adulto que liga só para ouvir a sua voz. E por um segundo, o mundo inteiro diminui para caber naquele instante.

 

Essa é a magia da maternidade: ela não avisa quando serão os momentos que te farão lembrar o por que tudo valeu (e continua valendo) a pena.

 

Em maio, o mundo nos convida a celebrar isso. E é bonito demais ter esse momento de pausa.

 

Mas, sabemos que existe um fio que conecta boa parte das AMIG neste mês. Não só as que são mães — mas também as que têm mãe. Ou seja: todas nós.

 

É aquela cena. A que também faz parte do pacote:

 

A família reunida. A comida na mesa. E alguém que pergunta, com a melhor das intenções (ou não), o que você anda fazendo da vida.

 

“Você trabalha com apostas? Mas isso não é aquele negócio do Tigrinho?”

 

Duas cadeiras à mesma mesa

 

Esse almoço de domingo tem duas versões que a gente raramente coloca lado a lado — mas que vivem na mesma história.

 

A primeira é a da mãe que trabalha no iGaming. Que construiu carreira num mercado que ainda está sendo introduzido ao Brasil. Que vai ao almoço de domingo e responde, pela milésima vez, que não, não é bem assim — com a paciência de quem já fez as pazes com o fato de que nem todo almoço precisa terminar em convencimento. 

 

Às vezes explica, às vezes educa, às vezes serve mais arroz e deixa pra lá. Válido também.

 

A segunda é a da filha que escolheu esse mercado — e que olha para a mãe do outro lado da mesa esperando uma reação que pode ser orgulho, confusão ou aquela combinação peculiar de amor e preocupação que só mãe sabe fazer. “Mas você vai ser advogada pra quê, minha filha?” “Você estudou tanto e vai trabalhar com jogo?” “Mas isso é seguro?”

 

Ela não está errada em se preocupar. Ela só ainda não viu o que a filha já sabe: que este mercado tem futuro, tem regulação, tem profissionais extraordinárias e tem espaço para quem trabalha nele com seriedade — seja há vinte anos ou desde o mês passado.

 

Porque esse também é um mercado jovem. Cheio de pessoas curiosas, criativas, dedicadas e que estão dispostas a fazer o que é certo.

 

Esse é o começo de toda história que vale a pena contar.

 

Mas nós sabemos que nem sempre é fácil

 

Ser mãe já carrega julgamento suficiente em qualquer área. Trabalhar demais ou de menos. Estar presente ou estar ausente. Ter ambição ou abrir mão dela. A maternidade é, há séculos, o único campo onde qualquer escolha pode ser transformada em culpa por alguém que não estava lá quando a escolha foi feita.

 

Agora acrescente trabalhar em um setor que parte da sociedade ainda não entende — e que o debate público frequentemente simplifica para caber numa manchete.

 

Há poucos dias, às vésperas do Dia das Mães, um episódio nas redes sociais capturou isso com uma clareza desconfortável. A atriz Luana Piovani publicou uma crítica à influenciadora Virginia Fonseca pela relação dela com campanhas de apostas — e foi além, mencionando os filhos de Virgínia pelo nome, num post que falava em “maldição” e “dinheiro de sangue”. Virginia respondeu em lágrimas. O caso foi parar na Justiça.

 

Não é nosso lugar julgar quem tem razão. Mas o que aquele episódio revelou é algo que muitas mulheres do setor reconhecem imediatamente: quando o julgamento sobre apostas é direcionado a uma mãe, os filhos entram na conversa

 

A culpa não vem sozinha — ela vem com endereçamento. É a “maldição que vai recair sobre eles”. É o “mas você não pensa no exemplo que está dando?”.

 

E para as filhas que escolheram esse mercado: o julgamento vem pelo outro lado. É a mãe que se preocupa, que não entende direito, que preferia outra coisa. Que ama demais para disfarçar a dúvida. Esse peso também existe — e merece ser reconhecido.

 

O que esse trabalho realmente significa — e por que é motivo de orgulho

 

O iGaming é um dos setores que mais avançou em proteção ao consumidor nos últimos dois anos no Brasil. Não por acaso. Por trabalho — de mulheres que estudaram cada linha da regulamentação, construíram sistemas de compliance, desenharam ferramentas de jogo responsável e foram para o debate público quando era mais fácil ficar quieta.

 

Algumas estão nesse mercado desde antes de ele ter nome no Brasil. Outras chegaram quando a regulamentação ainda era só uma promessa. E muitas estão chegando agora — aprendendo, errando, acertando, construindo sua própria história dentro de um setor que ainda está escrevendo a dele.

 

Todas fazem parte do mesmo trabalho. E esse trabalho, quando feito com seriedade, protege pessoas reais. 

 

  • Identifica quem está em situação de risco. 
  • Oferece caminhos de saída. 
  • Proíbe o uso de crédito para apostar. 
  • Exige que cada usuário seja identificado. 
  • Financia, com seus impostos, políticas públicas de saúde e proteção social.

 

Isso não é “dinheiro de sangue”. É trabalho sério, regulamentado e responsável — feito por pessoas que entendem, melhor do que ninguém, o que significa construir algo que vai durar.

 

Afinal, disso toda mãe entende.

 

Temos um recado especial para você…

 

A mãe que atua nesse setor e responde as perguntas sobre o seu trabalho com paciência infinita — ou com mais arroz no prato de alguém.

 

A filha que escolheu esse caminho e ainda está esperando o momento em que a mãe vai olhar e entender, de verdade, o tamanho do que ela está construindo. Ele vai chegar.

 

Para quem está há vinte anos nesse mercado e carrega a história dele na memória. E para quem chegou esse ano e ainda está descobrindo por onde começar — você pertence aqui tanto quanto qualquer uma.

 

Para todas que, no meio de uma semana comum, recebem aquele momento pequeno e banal que para o mundo: o abraço que não foi avisado, a ligação que não precisava de motivo, a mensagem que chegou na hora certa.

 

A AMIG existe porque mulheres como vocês existem. E porque esse mercado precisa de quem o constrói com seriedade, cuidado e com a perspectiva de quem sabe — como toda mãe sabe, como toda filha aprende — que o que plantamos hoje é o que os outros vão colher amanhã.

 

A maternidade sempre foi a maior aposta. E vocês acertaram.

 

Feliz Dia das Mães.

 

A AMIG — Associação de Mulheres da Indústria do Gaming — reúne mais de 1.500 profissionais do setor de iGaming no Brasil. Associe-se gratuitamente em amig.bet/associada.

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